E em se falando do fim do homem estive pensando sobre a morte da alma. Morte da alma! E' disso que quero falar.
Morte da alma ou morte do corpo: qual você prefere? Acho que esta e' fácil...
Não que eu acredite na alma, espírito ou qualquer destas coisas. Ainda mais tendo eu tamanha inclinação psicanalista frente a qualquer questionamento humano. Mas acredito na morte de algo em que eu não acredito. E' como acreditar que Deus existe? Faz sentido o que eu digo? Se não faz pelo menos eu estou dando neste blog, mais uma vez, uma pequena ideia da incoerência que estou envolvida há um tempão. Morrer: este e' um verbo disciplinado demais para a forma como estou. Todos os verbos são disciplinados demais para mim hoje em dia. Eles ate parecem instrumentos de engenharia social. Ate mesmo SER e' fascista.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
domingo, 26 de julho de 2009

"O fim do homem e' sempre mais marcado que o seu inicio.
O por do sol...
A musica de encerramento...
Assim como a ultima mordida num doce sempre e' mais doce no final!
O que eh escrito na lembrança vale mais do que o que ficou perdido no passado."
O prazer de se assistir algo realmente BOM na televisão aberta.
quarta-feira, 22 de julho de 2009

SONHE
Clarice Lispector
Sonhe com aquilo que você quiser.
Vá para onde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar, duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Poderes
Eu estava refletindo hoje, depois de assistir um pouco de canal aberto enquanto jantava a deliciosa comida da minha mãe: as fontes de poder são Tao antigas, tão familiares, tão cruelmente deterministas, tão simples, que tem nomes muito comuns. Dinheiro, beleza, talento, juventude, idade, amor, sexo, forca, dinheiro, mais dinheiro, mais dinheiro ainda. Ops, concentração cara Bete! Tens divagado demais ultimamente.
Guerra e luxuria. Guerra e luxuria! Para não mencionar vaidade e vontade de enganar a si mesmo(a). E conhecimento?! O que você prefere: Você prefere destruir a si mesmo por falta de "auto-conhecimento", ou seja, alimentação desenfreada das próprias neuroses, ou destruir a si mesmo adquirindo conhecimento?
Temos, ahhhh, a vida inteira para pensar sobre isso.
Guerra e luxuria. Guerra e luxuria! Para não mencionar vaidade e vontade de enganar a si mesmo(a). E conhecimento?! O que você prefere: Você prefere destruir a si mesmo por falta de "auto-conhecimento", ou seja, alimentação desenfreada das próprias neuroses, ou destruir a si mesmo adquirindo conhecimento?
Temos, ahhhh, a vida inteira para pensar sobre isso.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Niilismo / a clínica

Querer o NADA. (ponto)
O homem prefere querer o nada a nada querer.
Preferimos uma mentira do que com o vazio conviver.
Vazio da existência, o mais terrível dos vazios.
E toda a filosofia tenta dar sentido a esse mundo.
Mundo que só existe por existimos.
E toda existência é por si só vazia.
Sim, na realidade este mundo é mesmo muito incerto.
Eu mesma não sei nem o dia da minha morte.
Criamos o tempo todo vários artefatos para garantirmos sentido aos nossos dias.
Para tornarmos a vida possível.
Para enganarmos que temos medo.
Medo do vazio, medo do nada querer.
E quando você desmonta, quando você faz estas desconstruções não sobra nada!
Talvez por isso que a clínica (em Psicanálise) seja tão insuportável para tanta, tanta gente.
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